Comecei minha carreira como estudante de Engenharia de Controle e Automação na Unicamp. Lá dentro, lidei com a complexidade das três grandes áreas do curso: Mecânica, Elétrica e Computação. Mas a verdade é que o sistema acadêmico tradicional, muitas vezes voltado para a formação de pesquisadores, não ressoava com a minha vontade de estar no mercado. Ali tive minha fase de questionamento com o mundo das exatas. Porém, olhando para trás, agradeço imensamente a oportunidade de ter vivido isso. Parte fundamental do motivo de eu seguir na área de Growth se deve justamente aos conceitos que absorvi nas exatas: Como diria Albert Einstein… “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original” E como cheguei ao Marketing? Ainda na Engenharia, tive meus primeiros contatos com a comunicação através das atividades extracurriculares. Fui diretor em Empresa Júnior, atuei na Atlética e na Bateria. Curiosamente, em todas elas, eu acabava caindo no departamento de… Marketing 😅. (Uma pausa breve: Este não é um texto sobre carreiras, mas se você é um estudante universitário no “vale da desilusão”, fica minha dica: experimente as atividades extracurriculares. Elas criam conexões e soft skills que nenhuma sala de aula ensina). Após esses questionamentos, decidi pivotar. Fui para a PUC-Campinas cursar Publicidade e Propaganda. E foi aí, já no mercado de trabalho, que o choque aconteceu. Vi orçamentos milionários sendo gastos com base em “feeling” e “palpites criativos”. Percebi ali uma oportunidade clara: aplicar o rigor da engenharia à imprevisibilidade do comportamento humano. O Marketing de Crescimento (Growth Marketing) não é mágica. É um ciclo de feedback fechado, muito parecido com um sistema de controle industrial: Hoje, não crio apenas campanhas; projeto ecossistemas. Seja aumentando o alcance orgânico ou estruturando funis de vendas B2B, a premissa é a mesma: se você não pode medir, você não pode escalar. Acredito que a junção desses conhecimentos é essencial para uma carreira de sucesso que mistura criatividade com rigor técnico. O futuro do marketing não pertence aos mais criativos, nem aos mais analíticos. Pertence a quem consegue falar as duas línguas.